Solarpunk é a esperança do futuro em nosso planeta

ed4Com uma visão quase sempre utópica do futuro, a ficção científica nos mostra que, com a ajuda da tecnologia avançada, a resolução dos conflitos na terra seriam resolvidos no espaço, em busca de outros mundos mais habitáveis.

Em meados de 1970, a vinda do movimento punk sustentou a liberdade individual. O Faça Você Mesmo (Do It Yourself), ou melhor, faça seus próprios corres, criticava regimes políticos, sendo contra a cultura tradicional vigente.

Unindo ideologia punk com ficção científica, surgiu um subgênero, o Cyberpunk. Ambientado em um planeta Terra perdido, praticamente inabitável, mostra um futuro fétido, em que as grandes corporações dominam pessoas, cidades e estados inteiros. A tecnologia é abundante, mas o estilo de vida é precário. Os mais ricos podem fugir disso tudo vivendo em planetas mais distantes. Para enfrentar esse sistema, o individuo cyberpunk rebela-se usando ciência e tecnologia para protestar, na tentativa de mudar o seu meio. Esse é o futuro (ou seria o presente?) que não gostaríamos de viver.cyberpunk

Tempos depois, nasce outro termo, outro subgênero bastante parecido com o cyber. O Steampunk surge com histórias de uma sociedade que também era contra figuras de autoridade, mas as armas tecnológicas eram os motores à vapor e os aparelhos mecânicos, tudo ambientado no passado da Era Vitoriana. Este seria o passado que muitos gostariam de ter vivido.steampunk

Apesar dessas variáveis da ficção em um possível futuro desagradável, recentemente surgiu o Solarpunk, um novo subgênero, mas oposto aos demais. Este retrata um futuro otimista, onde o mundo é sustentável e vive-se em grupo, além de ser impulsionado por uma energia completamente limpa e renovável.solarpunk-by-imperial-boy

Os passos desse movimento ainda estão no início. O rótulo “Solarpunk” veio antes do movimento. A palavra começou a ser utilizada primeiramente nas mídias sociais, mais precisamente no Twitter, Tumblr e Reddit. O termo tem ótimos resultados em pesquisas no Pinterest, encontrando-se painéis diversos sobre o tema. No Brasil, em 2012, foi lançada uma publicação da Editora Draco, uma trilogia intitulada Solarpunk – Histórias ecológicas e fantásticas em um mundo sustentável.

As opiniões ainda estão muito dispersas, há diferentes conceitos, ideologias e manifestos, mas tudo parece muito prudente, lógico, realizável se posto em prática. No Solarpunk, as pessoas preferem os microempreendedores ao invés das grandes corporações. E, atualmente, nota-se o interesse e preocupação por uma alimentação mais orgânica, pela organização mais descentralizada. A mudança de estrutura para tornar o futuro sustentável pode ser a solução, com as grandes marcas perdendo espaços e os pequenos produtores ganhando notoriedade. solarpunk by Mark Salwowski

O Solar faz sentido em tempos onde cresce o consumo de cervejas artesanais e volta-se a falar sobre permacultura, o método que valoriza o cuidado com a terra, com as pessoas e se reparte as demasias, tudo socialmente justo e financeiramente viável.

São diversas as formas de expressão do movimento Solarpunk, como na arquitetura, em que vitrais, painéis solares e coberturas vegetais tomam conta, assim como na moda e na literatura, com referência na Art Nouveau.

Talvez este seja o subgênero de ficção que mais tomará forma no mundo real, já que os exemplos  acima tomam vida com as manifestações contra o sistema em que vivemos. É inerente a vontade de uma tecnologia  usada de forma positiva, reintegrando a sociedade e deixando o futuro mais esperançoso e inspirador. Esse é o “futuro” que todos querem viver.

“Solarpunk é sobre encontrar maneiras de tornar a vida mais maravilhosa para nós agora, e mais importante para as gerações que nos seguem – ou seja, aumentando a vida humana em nível de espécie, em vez de individualmente. Nosso futuro deve envolver redefinição de objetivos e criar coisas novas a partir do que já temos”. A fala é de Adam Flynn, um pesquisador de São Francisco que  vem se aprofundando no tema, e que resume de modo certeiro o conceito, nos fazendo refletir: este é só mais um movimento estético ou a solução para a permanência humana no planeta?

De qualquer modo, você não precisa de implantes cibernéticos ou armas letais para destruir o sistema. Neste gênero (ou seria uma filosofia de vida?) quando você troca o McDonald’s pela lanchonete alternativa e independente do seu bairro, você está sendo Solarpunk!

* Leia as notas em direção a um provável “Manifesto Solarpunk” escrito por  Adam Flyenn nesse link.

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